quarta-feira, 29 de junho de 2011

O que não foi


Inspirado em "Tio Vânia", de Tchekhov, "O que não foi" é o novo projeto do Coletivo de Atores, em fase de ensaios previsto para o final de 2011.

O espetáculo pretende partir de 4 personagens centrais da peça, Vânia, Sônia, Astrov e Helena, e de suas relações... e deste ponto de partida falar sobre as frustrações, os desejos, os sonhos, os medos de cada um de nós. Pensar em tudo aquilo que poderíamos fazer, viver e não conseguimos, não ousamos. Da vida inteira que poderia ter sido e que não foi...

Tchekhov fala não apenas das coisas que não acontecem, mas daquilo que bloqueia a ação, num mundo onde no entanto “tudo acontece” (a Rússia, que em vinte anos viverá uma revolução), a partir daqueles que não reconhecem a mudança. Um universo interno em convulsão, repleto de angústias, amores, dores, frustrações... mas completamente imobilizado, petrificado, no quadro dessa vida aparentemente parada e tediosa. Estar petrificado não é como estar parado: nas personagens de Tchekhov pulsa a necessidade da ação, o desejo, a vontade enorme da ação. Mas não agem. Ou a ação parece já não ter sentido. E é nesse contexto que o passado guarda as imagens de um futuro que não veio, e que o presente desmente, indo em direção contrária.

“O que não foi” não é uma encenação de “Tio Vânia”. A peça é um material, um ponto de partida para a construção do espetáculo. Cada personagem possibilita um universo criativo para o ator, e assim o trabalho se fará entre os conflitos de cada personagem, as relações que ele desenvolve com os outros e o modo como isso reflete contemporaneamente nas trajetórias propostas pelos atores.

Para este trabalho o Coletivo convidou o diretor José Fernando de Azevedo, do Teatro de Narradores, e uma equipe muito especial, da qual fazem parte o ator Chico Carvalho, o assistente de direção Rodrigo Scarpelli, além de Guilherme Bonfante e Cris Cortilio.

terça-feira, 28 de junho de 2011

Começam os ensaios!

Foi dada a largada para o projeto "O que não foi": os ensaios estão acontecendo desde o começo do mês de junho e devem se extender até setembro.
Para outubro estão previstas as viagens para o interior do estado de São Paulo e em novembro o espetáculo estréia em São Paulo! Aguardem notícias!

domingo, 26 de junho de 2011

"O que não foi" ganha incentivo do ProAC

O projeto "O que não foi" acaba de ser contemplado pelo ProAC - Produção, ganhando incentivo para financiar a montagem.
O processo de pesquisa para o espetáculo deve começar no final do ano. Os ensaios estão previstos para o começo de 2011.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Próxima apresentação do Anão: SESC Santo André

Dia 20 de novembro o infantil do Coletivo se apresenta no SESC Santo André, às 15h.
Neste segundo semestre o Anão esteve também no SESC São José dos Campos, como parte da programação do FESTIVALE, no dia 05 de setembro, e no SESC Bauru, numa apresentação especial para o Dia das Crianças no dia 12 de outubro!

domingo, 27 de junho de 2010

Última viagem do semestre: Santa Fé do Sul

Mais uma participação do Anão no Circuito Cultural Paulista

Para encerrar este semestre de muito trabalho, fomos longe: Santa Fé do Sul, na fronteira com o Mato Grosso do Sul... Adoramos a cidade, o astral de toda a equipe de lá, o clima, a paisagem!
Esta apresentação foi a despedida (por enquanto) do nosso querido Carlinhos, que parte para novas aventuras, e poderá ser visto em breve como o gênio do musical "Alladin"!
Desejamos tudo de mais maravilhoso para o Carlinhos nesse novo trabalho!
E o Anão volta com certeza no semestre que vem, em São Paulo e no interior!

Alguns momentos da viagem:

Carlinhos e seu novo corte de cabelo, afinando o violão!


Depois da apresentação, despedida emocionante

Na fronteira com o MS, esse rio que parece um mar...

E o pé no MS, claro... (na placa atrás está escrito: Bem-vindo ao Mato Grosso do Sul, o estado do Pantanal)


segunda-feira, 14 de junho de 2010

Bananal, uma cidade cinematográfica!

Neste domingo o infantil "Qual será o nome do anão?" se apresentou na cidade de Bananal, dentro do projeto Circuito Cultural.
A cidade é linda, completamente preservada, com praças e construções históricas, e rodeada por uma natureza incrível! Pena que a gente teve que ir embora tão cedo!
Mais uma viagem no currículo do Anão... que venham muitas outras!

sexta-feira, 11 de junho de 2010

O Anão no Circuito Cultural: Itatiba

Espetáculo realiza sua primeira viagem pelo Circuito Cultural Paulista


Na última sexta-feira, dia 04 de junho o espetáculo "Qual será o nome do anão?" participou do Circuito Cultural, na cidade de Itatiba! Nos apresentamos no belo teatro da cidade, novinho em folha para mais de 350 crianças e adultos que se divertiram tentando adivinhar o nome do anão!
Experiência deliciosa, que pretendemos repetir muitas vezes!

matéria sobre o espetáculo no site da prefeitura de Itatiba:
http://www.itatiba.sp.gov.br/imprensaoficial/noticias/descricao/9138

domingo, 23 de maio de 2010

Virada Cultural em Bauru!

"Qual será o nome do anão?" participa da Virada Cultural do Estado

Neste dia 23/05 o infantil do Coletivo se apresentou no teatro municipal da cidade de Bauru, para um público caloroso e participativo.
A produção da Virada está de parabéns, fomos super bem recebidos por toda a equipe, e tudo deu muito certo!
A viagem ainda serviu pra comemorar o aniversário de dois membros da equipe, o Carlinhos e o Luizinho! Dois de uma vez!!!
Vida longa à Virada! Esperamos estar presentes de novo em 2011!
Agora, nossa próxima viagem é pra Itatiba: Anão de malas prontas!

domingo, 9 de maio de 2010

Reestréia no SESC Vila Mariana


"Qual será o nome do anão?" faz 3ª temporada no SESC Vila Mariana

A partir de 09 de maio o infantil do Coletivo se apresenta no pátio do SESC, às 16h30.
Estaremos em cartaz nos domingos 09, 16 e 30 de maio e na quinta 03 de junho (feriado).

Tivemos a alegria de estrear no dia das mães! Apesar do frio, a platéia estava quentinha!
Ainda mais três apresentações, não percam!

sexta-feira, 7 de maio de 2010

O Anão em Ribeirão!

Montando o cenário

"Qual será o nome do anão?" faz duas apresentações no SESC Ribeirão Preto

Nos dias 07 e 08 de maio nos apresentamos em Ribeirão Preto, no auditório do SESC, para uma platéia deliciosa!
Fomos muito bem recebidos pela equipe do SESC e nos divertimos muito!
Esperamos ansiosos pelas próximas viagens pelo interior de São Paulo.

Afinando a luz

Afinando o violão

Ensaiando no parque

E comemorando o sucesso no Pinguim, bar notório de Ribeirão...

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Qual será o nome do anão?


Primeiro infantil do Coletivo de Atores, inspirado no conto "Rumpelstichen" dos irmãos Grimm.
O espetáculo conta a história de uma menina que precisa provar para o rei que sabe transformar palha em ouro. Para isso ela conta com a ajuda de um estranho anão mágico, que sempre pede alguma coisa em troca de seus serviços. Na terceira noite, sem ter mais nada para dar ao anão, a menina promete seu primeiro filho, caso se case com o rei - pois pensa que isso nunca irá acontecer.
O rei, encantado com uma moça capaz de uma proeza tão grande, casa-se com ela. Um ano depois, quando ela já se tornou rainha e teve um bebê, o anão volta para cobrar sua dívida. Diante das súplicas da rainha, ele lança um desafio: ela tem três dias para adivinhar seu nome, caso contrário ele fica com a criança.

Esta peça estreou em 03 de outubro de 2009, no Teatro Paulo Eiró. Cumpriu segunda temporada de 07 de março a 04 de abril no SESC Ipiranga, e uma terceira temporada nos domingos de maio no SESC Vila Mariana, além de viajar para o interior de São Paulo pelo Circuito Cultural, participar da Virada Cultural Paulista e realizar apresentações nos SESCs de Ribeirão Preto, São José dos Campos e Bauru.

"Qual será o nome do anão?"
direção de Rita Pisano
com Carlos Sanmartin, Rita Grillo e Tiago Real
trilha sonora original de Cláudio Alvin e Carlos Sanmartin
luz de Luiz Grasseschi

domingo, 28 de março de 2010

Lisistrata


Projeto de rua do Coletivo, em fase de produção e previsto para 2011, o clássico de Aristófanes dá margem para falar de coisas muito importantes, como o peso da mulher na sociedade e a indústria da guerra, de um ponto de vista popular e bem humorado: falando de sexo!

Acreditamos que tratar de um tema como esse de forma lúdica, divertida, sem apelos grosseiros, pode ser muito atrativo às platéias da rua que, interessadas nas peripécias dos exércitos masculino e feminino, acabarão por se deparar com uma apologia e um manifesto em favor da paz e refletir sobre a máquina de poder que determina os rumos do mundo. E poderão perceber, que mesmo com 25 séculos de separação entre o mundo de hoje e o mundo grego, os costumes, preocupações, questões e ocupações fundamentais permanecem os mesmos.

Nossa primeira experiência com teatro de rua conta com a direção de Fernando Kike Barbosa, gaúcho que trabalhou por muito tempo com o grupo "Ói nóis aqui traveiz". Como atores convidados, nosso companheiro de palco Carlos Sanmartin, nossa companheira de trabalho (no projeto Sociedade) Daniela Flor, e atores companheiros de outras jornadas: Laila Garin e Maurício Macalé Maas. Com uma turma dessas e um tema desses, "Lisístrata" vai fazer tremer as ruas da cidade!

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Sobre o Coletivo







O Coletivo de Atores é uma companhia aberta, com um elenco regular e outro rotativo, composta essencialmente por atores, com diferentes formações e linhas de trabalho. A cada projeto o Coletivo convida uma equipe, cujo currículo corresponda à proposta do momento. Assim, os atores podem experimentar diversas linguagens, ampliando seu repertório, e ao mesmo tempo desenvolvendo uma linha de pesquisa ligada ao trabalho do ator. As necessidades da interpretação passam a ser o carro chefe da concepção dos projetos de trabalho.
O seu princípio é desenvolver trabalhos fundamentados em exercícios, leituras e reflexões, estimulando o “ator-criador”, aquele que participa ativamente da concepção da peça, procurando criar simultaneamente uma dramaturgia e uma partitura vocal e corporal.
O Coletivo surgiu do encontro das atrizes Rita Grillo e Rita Pisano, em maio de 2008. Em 2009 o ator Tiago Real passou a integrar o Coletivo, para participar de uma pesquisa sobre o texto “Uma barragem sobre o Pacífico”, de Marguerite Duras.
Ainda em 2009, o Coletivo produziu o infantil “Qual será o nome do anão?”, com direção de
Rita Pisano, tendo Carlos Sanmartin como ator convidado.
Em 2010 o Coletivo convidou o diretor José Fernando de Azevedo para dirigir seu próximo projeto, "O que não foi", inspirado em Tio Vânia, de Tchecov, contemplado pelo ProAC nº1 - Produção de Espetáculo de Teatro Inédito. Este projeto conta com a participação do ator Chico Carvalho como convidado.

terça-feira, 21 de abril de 2009

Rita Grillo

Formou-se em jornalismo pela PUC-SP. Fez uma especialização em Artes do Espetáculo na Universidade Sorbonne Nouvelle, orientada pelo professor Jean-Pierre Ryngaert. Desenvolveu pesquisa em teatro físico, com Tapa Sudana (ator do grupo de Peter Brook ) , com o professor Yves Lorelle da Universidade de Saint-Denis, e com a Companhia dos Truões – com treinamento de mímica corporal dramática; estudou no Centro de Arte de Grotowski em Wroclaw, na Polônia, com o Odin Teatret e Zigmunt Molik (ator da companhia de Grotowski ). Estudou teatro com profissionais como Yoshi Oida, Hassane Kouyaté, Gey Phin, Maria Thaís, a Companhia do Latão, Teatro da Vertigem entre outros. Foi assistente de direção de Catherine Marnas na montagem de "O Retorno ao Deserto" de Bernard-Marie Koltès. Como atriz atuou recentemente em "France do Brasil", com direção de Eva Doumbia, dentro da programação do Ano da França no Brasil ; "Qual será o nome do anão?", infantil, com o Coletivo de Atores, direção de Rita Pisano; "Beren e Lúthien", infantil, de J.R.R. Tolkien, direção de Heitor Goldfuls, contemplado pelo 12º Cultura Inglesa Festival ; "O que refletem esses pedaços", inspirado na obra de Ingmar Bergman, direção de Nicole Aun; trabalhou também com os diretores Luiz Eduardo Frin (no projeto Machadianas do teatro Ágora) , Nathalie Dahan e Agathe Dumont ("Les Bonnes", de Jean Genet – apresentado em Paris e em Roma) , Bérangère Jannelle ("Antigone", de Sófocles) , Chico de Assis, Marco Antonio Rodrigues. Em cinema participou do longa "Hotel Atlântico" de Suzana Amaral, e dos curtas "Tela" de Car los Nader, "Coisas que não se podem dizer" de Carolina Gonçalves, "Amarga" de Raphael Borges entre outros.

Rita Pisano

Formada pelo INDAC, e com passagem pelo CPT (Centro de Pesquisa Teatral ) coordenação de Antunes Filho, também tem Formação em Arte-Educação pela Faculdade de Educação(USP) , e com Pós-Graduação Lato Senso em Arte e Educação, Escola de Comunicações e Artes (ECA-USP) . Dançou butô com Flávia Pucci, participando das montagens : "Quatro Prismas da Paixão" e "Histórias pra ninar gente grande", cursou whorkshops de butô com Akira Kasai - SESC Consolação, Maura Baiocchi, FUNARTE; com Ana Figueredo, dança contemporânea baseada em Isadora Duncan, e com Tião Carvalho, Danças Braslei ras. Participou como atriz do projeto contemplado com o ProAC em 2007 "Na cadeira com os pés na varanda" dirigido por Paulo Barcelos. Em 2009 dirigiu o infantil "Qual será o nome do anão?", com o Coletivo de Atores. Seu último trabalho como atriz foi em "O Retorno ao Deserto", dirigida por Catherine Marnas. Trabalhou em teatro como atriz com os diretores: Sérgio Ferrara, Carminda Mendes André, Maurício Marques, Lorena Nobel, entre outros. Em cinema participou dos cur tas-metragens: "Meu amigo Léo" - Direção: Diego Olivares, "Eletro Torpe" - direção: Yur i Amaral e Ana Luiza Beco, "Uma andorinha que fez verão" - Direção: Thiago Venturi, "A feto" – direção: Lucas Romanholli. Coordena o grupo amador Palhaços Graças a Deus e fez assistência de direção da peça "Sonhos de uma noite de verão" - direção de Maurício Marques, montagem final dos alunos de 3º ano do INDAC.

Tiago Real

Cursou a EAD – Escola de Arte Dramática, Universidade de São Paulo (USP) e com passagem pelo CPT (Centro de Pesquisa Teatral) coordenação de Antunes Filho. Trabalhou em espetáculos como "Nora", adaptação de "Casa de Bonecas" de Henrik Ibsen com o Teatro de Narradores, direção: Zé Fernando de Azevedo; "Carícias" de Sergi Belbel, direção: Marco Antônio Pâmio; "Entre Quatro Paredes", de Jean-Paul Sartre, direção: Rodrigo Fabbro; "As Criadas", de Jean Genet, direção: Fernando Kike Barbosa; "Arlecchino, Servidor de Dois Patrões" de Carlo Goldoni, direção: Luis Henrique Palese; "Seis Personagens à Procura de um Autor" de Luigi Pirandello, direção: Olair Coan. Em cinema participou dos longas metragens "Oriundi" direção: Ricardo Bravo; "Netto Perde sua Alma" direção: Tabajara Ruas e Beto Souza; "Cerro do Jarau" direção: Beto Souza; "Lua de Outubro" direção: Henrique de Freitas Lima. Trabalhou também nos curta-metragens "O Oitavo Selo" direção: Tomás Creus (Prêmio de Melhor Ator no Festival do Rio de Janeiro); "Jogo do Osso" direção: Henrique de Freitas Lima; "Club" direção: Cristiano Zanella e Drégus de Oliveira; "Um Estrangeiro em Porto Alegre" direção: Fabiano de Souza; "Os Expressionistas" direção: Frederico Cabral. Em televisão participou de programas do Futura Profissão do Canal Futura na função de ator / apresentador; da microssérie "Luna Caliente", direção: Jorge Furtado para a Rede Globo de Televisão e participou de comerciais para Volkswagen, Embratel, Banco do Brasil, Porto Seguro, Peugeot e Pernambucanas.

sábado, 26 de abril de 2008

Colaboradores

A cada montagem o Coletivo convida artistas cujo currículo contribua com as propostas do trabalho.

sexta-feira, 25 de abril de 2008

Carlos Sanmartin

Ator e cantor, colaborador do Coletivo no espetáculo "Qual será o nome do anão?"

Formado em musica com habilitação em canto popular pelas Faculdades Cantareira, iniciou seus estudos com teatro musical aos 15 nas oficinas ministradas pela diretora Abigail Wimer, participando de diversas montagens de grandes musicais consagrados como Um Violinista no Telhado, de Joseph Stein, O homem de La mancha, de Dale Wasserman, Jesus Christ Superstar, de Andrew Lloyd Webber e Tim Rice, entre outros. Recentemente, participou da montagem do espetáculo Nos embalos da jovem guarda – Show, dirigido por Marllos Silva, sob supervisão artística de José Renato e da montagem de O primo Basilio, dirigido por Mario Spatziani. No cinema participou dos curtas Repensando Clara e Ainda que ao acaso, ambos dirigidos por Danilo Godoy. Atualmente cursa a formação do ator na escola INDAC.